Leilão do galpão do Caprichoso pode deixar bumbá de fora do festival de 2019

Leilão do galpão do Caprichoso pode deixar bumbá de fora do festival de 2019

10 de setembro de 2018 Parintins Amazonas Terra Folclore Geral

Fotos: Boi Caprichoso

O Boi-Bumbá Caprichoso poderá ficar de fora do Festival Folclórico de Parintins 2019 se o leilão do Galpão de Alegorias do Bumbá se firmar nesta terça-feira, 11 ou no próximo dia 18 de setembro. O galpão está localizado no cruzamento das ruas Fausto Bulcão, Barreirinha e Nhamudá no bairro João Ribeiro. Uma dívida firmada em 2010 com a empresa Rio Copacabana Comércio de Fogos de Artifícios Ltda no valor de R$ 150 mil, na gestão do então presidente Carmona Oliveira Filho, gerou a ação que hoje está no valor de R$ 437 mil.

De lá para cá passaram-se outros gestores que também não conseguiram resolver a pendência e nem negociar a dívida. O Galpão da Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso, segundo a justiça, está avaliado em R$ 473.005,00 no local são construídas as alegorias de figura típica, exaltação folclórica, lenda amazônica, ritual, módulos tribais, os bois que são levados para a arena e é onde funciona o Conselho de Arte, que cria e desenvolve todo o projeto de arena. O imóvel possui uma área de 2.956,50 metros quadrados.

Os atuais gestores do boi Bicampeão do Festival de Parintins ao assumirem a diretoria azulada, não se esconderam do problema e buscaram negociar e tentar resolver a questão. Apesar de todo o esforço algumas petições feitas por meio da assessoria jurídica do Caprichoso foram indeferidas. Na referida decisão, o Juiz da 2° vara cível de Parintins afirma que ocorreu a perda de prazo processual, tendo em vista que o então presidente do Caprichoso à época fora intimado em outubro de 2013 e não tomou as medidas cabíveis.

O galpão do Caprichoso não é apenas um imóvel, mas trata-se do principal setor de produção de um dos ícones da cultura popular do norte do Brasil. Para funcionar o local emprega aproximadamente 500 pais de famílias entre artistas, soldadores, pintores, pasteladores, escultores, serviços gerais, administradores, conselheiros de arte, engenheiros, assessores técnicos entre outros.

A perda do Galpão de Alegorias do bumbá, além de gerar desemprego em massa causará comoção popular gerando um impacto negativo quase incontrolável junto à população que se prepara o ano inteiro para o festival podendo até ter protestos por parte dos setores envolvidos.

O advogado do Boi Caprichoso, Rodrigo Porto, enfatiza que a agremiação está disposta a negociar o débito e, mesmo com o leilão marcado, ele acredita numa reversão da decisão para que sejam reatadas as negociadas com o credor que impetrou o processo contra a agremiação folclórica.

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