Parintins, 5 de Setembro de 2010.

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FOTOS DO FESTIVAL DE 2010
O canto da floresta

NOITES DE APRESENTAÇÕES DO BOI CAPRICHOSO EM 2010
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DIA 25 DE JUNHO - NOITE POESIA CABOCLA - UM CANTO DE AMOR AO FOLCLORE POPULAR

É na poesia da toada que o caboclo transmite as emoções e extravasa sentimentos de esperança e de felicidade. É por meio do boi de Parintins que celebra a cultura de um povo que se inspira na harmonia da floresta para compor o seu canto de amor ao folclore popular. Assim o boi Caprichoso exalta a diversidade da vida na Amazônia, ao som dosa tambores da marujada de guerra , no galope da vaqueirada, nos versos do caboclo pescador, nos cantos e danças tribais, no encanto enigmático do boto sedutor, no rito sagrado de iniciação Sateré Maué.

Exaltação Folclórica “O boi de Parintins”
Na exaltação folclórica desta noite, o boi Caprichoso reverencia por meio da toada a cultura, suas raízes e tradições exaltando figuras do mais puro folclore parintinense que ganham vida e transformam o cenário em um palco de celebração e tradição de personagens como * Lioca o lamparineiro, o marujeiro * Chumbão, o vaqueiro * Jacaré, e a marujeira Chica, que desde criança brincaram de boi emprestando s eu brilho de gente simples do povo e simbolizam a homenagem do boi Caprichoso.
Alegoria : Jair Mendes.
Itens: Apresentador, vaqueirada, levantador de toadas, marujada, amo do boi, porta estandarte, sinhazinha, boi bumbá evolução, Pai Francisco e Catirina.
* In Memorian

Figura Típica Regional “Caboclo Pescador”
O caboclo pescador é o tipo humano que com sabedoria natural mais entende a linguagem que emana dos rios, lagos, furos e igarapés . É desta forma que o caboclo pescador compreende a necessidade vital de respeitar os ciclos naturais das cheias, vazantes e principalmente o fenômeno da piracema, momento de procriação de peixes, pois, sem essa compreensão, não mais terá sua mesa farta com o tambaqui, o acari-bodó, o pirarucu, o mapará e tanto outros peixes.

Nesta noite o boi Caprichoso reverencia como figura típica regional o “Caboclo pescador”, herói dos rios e igapós, revivendo as mais diversas formas de pescaria artesanal com zagaia, com o matapí, o puçá, caniço, tarrafa, e a malhadeira.
Alegoria: Jair Mendes.
Item: Rainha do Folclore.


Celebração Tribal: “A Dança das Máscaras”
Evolução das Tribos: As tribos extintas Omágua, Yurupixuna, Caripuna, Aisuari são convidadas pela tribo ticuna adentrar na arena conduzidas pelos espíritos mascarados e celebrar nos festins à mãe terra.
Tribos: Yurupixuna, Ticuna, Omágua, Yurimágua, Paguana, Zurina, Aisuari, Caripuna,

Tuxauas:
Nesta noite expressam nas indumentárias sua cultura, seu cotidiano, mitos, ritos e crenças.


Toada (Letra e música): Item 11
“O Canto da Floresta” compositores: Adriano Aguiar e Geovane Bastos.


Lenda Amazônica: “O Encanto do Boto”.
No interior de Parintins, nas belas noites de luar, acontece uma festa de encanto e sedução em que as jovens caboclas são envolvidas e levadas a um reino desconhecido . É o canto do Boto. Diz a lenda que a chegada ao reino é anunciada por lindos cantos entoados por yaras. Jacarés açús, acompanham o percurso até o belo e estranho reino, um suntuoso palácio em forma de serpente com entrada guardada por duas gigantescas escadas guardadas por serpentes. Com uma bela festa, o boto recebe sua escolhida. Uma suave dança é realizada por mulheres metamoforseadas em arraias e aruanãs, ao som de trombetas tocadas por carangueijos.
Cunhã Poranga: Maria Azedo
Alegoria: Karú Carvalho.


Upuracê Tribal
Coreografia da Tribo Cinta-Larga
A Tribo indígena cinta-larga, por habitar uma região rica em reservas minerais de diamante vive um dilema ocasionado pela voracidade de grupos econômicos que objetivam unicamente o uso da terra para comercializar a riqueza que nela está depositada. Neste contexto a tribo indígena cinta-larga, coreograficamente revive a luta que trava na atualidade de sua história pela conservação das riquezas adormecidas no seio da terra, que para os cinta-larga é um organismo vital de manutenção da teia da vida. Suas indumentárias lembram no primeiro momento o escorpião que simboliza a “fúria do branco” em relação a terra.


Ritual Indígena de iniciação Sateré – Mawé
Os Sateré Mawé realizam em meio a cantos, danças sagradas, o rito de iniciação masculina, conhecido como Yaperiá, onde os curumins da tribo pela força da tradição são convidados pelo tuxaua e cantador da tribo a introduzir suas mãos no interior da luva cheia de vorazes tucandeiras , formigas cujas ferroadas provocam dores e podem causar a morte. Nas crenças dos bravos sateré, as formigas fazem com que o espírito do curumin deixa para traz a inocência e fragilidade de criança e seja tomado de responsabilidade, pois os jovens sateré não pode temer a dor. Deve ter coragem e bravura para assim enfrentar os desafios e obstáculos da vida adulta.
Alegoria: Ozéas Bentes
Item: Pajé Waldir Santana